O que é Natal para cada um de vocês?
Para alguns, é a festa pagã na qual o deus sol era celebrado e que devido à intervenção do poder de Roma no sec. I, sob comando de Constantino, tornou-se simbolo da data do nascimento de Jesus Cristo.
Para outros, é tempo para passar com a família e com pessoas que não conversamos muito por causa da rotina acelerada dos dias em que vivemos. Um período onde as reformas internas e externas começam a ser delineadas. Tempo de recomeçar, renascer, assim como o dia e a noite.
Há quem pense no Natal relacionado à febre do consumo, nas compras em grandes lojas e supermercados, lotados de curiosos, turistas e alguns prováveis consumidores. Trata-se também de um dia em que fartura é realidade na mesa de poucos.
Se é tempo de festejar, celebrar a vida com a família e amigos, deveria ser também um dos dias mais esperados do ano. Mas o Natal, seja pagão, cristão ou consumista, está cada vez mais distante da proposta de comunhão entre as pessoas.
O que hoje existe é apenas um verniz sobre os sorrisos, uma máscara sob os olhares, um medo que domina a todos. Medo de perder emprego, dinheiro, posição social. Medo de ser verdadeiro. Medo de se deixar levar pelo amor.
O amor fraterno, aquele que costumávamos sentir quando reunidos entre pessoas queridas e que deveria permear não somente os dias de festividade natalina, tornou-se uma ilusão, um sonho que não vale a pena ser vivido porque custa paciência, carinho, amizade, tolerência. Coisas que o dinheiro não compra e que nenhum cartão de crédito pode realizar. Confunde-se desejo de bem-estar com ganância e o que deveria ser mais compartilhado, vem se tornando cada vez mais raro.
Que neste Natal os sorrisos voltem a ser verdadeiros e que os olhares não tenham mais preconceitos. Que a paz não tenha mais que ser negociada e que venha do fundo do coração de cada um. E que os homens passem a respeitar as suas diferenças, na busca de um caminho feito de entendimento, antes que estes dias fiquem apenas na memória dos documentários da TV e nos arquivos dos jornais.
Um Natal de paz a todos e que o Ano Novo seja vivido de forma plena, com saúde e harmonia.
21 Dezembro, 2006 at 10:53 am
Há um ano, conversava com a minha metade, sobre o Natal, na verdade, conversávamos sobre o afastamento do Natal e seu significado simbólico. Hoje, o consumismo desenfreado faz que as crianças valorizem mais uma boneca barbie, ou um Matchbox. Lembro da minha infância, que constuia meus brinquedos. Lembro de um avião de madeira e papel de seda que fiz. Passava muito tempo, pintando em repintando. Era mágico. Mas, o assunto era sobre o consumismo, lembro das lágrimas dela ao falar dos excluídos. E desejávamos que nossos filhos não fosse assim. um ano depois, ainda choro ao relembrar este diálogo.
Pessoas como nós, meu caro, precisam se mostrar mais. Para, quem sabe, mudar o mundo (como tanto deejamos)