Ter uma vida completamente nova, exercer uma identidade que você sempre idealizou, contar com oportunidades de se aventurar sem riscos de sofrimentos e ganhar dinheiro.
Quer saber como fazer tudo isso? Acesse o site Second Life, faça o download do programa, crie um avatar e comece a sua nova vida. Esta sociedade ‘moderna’, depois do desbunde tecnológico das duas últimas décadas, cada vez mais se entrega às ilusões e seus membros tentam anular suas próprias vidas talvez de uma forma não intncional. Num ambiente como o Second Life, o indivíduo deixa de assumir suas posições reais e de viver suas vida plenamente para se transformar num personagem virtual, num ambiente insípido no qual somente lá será livre e dono de seu nariz.
Experimentar a sensação de uma nova vida, na qual é possível encarar novos desafios depois de quebrar a cara e explorar emoções é resultado de suas ações neste plano físico. Trata-se do eterno retorno tão bem colocado por Nietzsche. O que impede as pessoas de serem elas mesmas no mundo real? Se falta de dinheiro é um destes fatores, isso só mostra o quanto esta sociedade ainda é feita de escravos. Se é medo por causa do que os outros vão falar, vale lembrar que Sócrates, Jesus Cristo, Leonardo da Vinci, Galileu Galilei, Gandhi, Mandela ou Lennon não conseguiram agradar a todos.
Torna-se impossível não fazer conexão desta ’nova vida virtual’ com o que é mostrado na trilogia Matrix. Substituir as sensações básicas da vida pelo sedutor mundo virtual é um dos exemplos mais cruciais do quanto não estamos preparados para aceitar diferenças e acabar com preconceitos e desigualdades. Trocar os preciosos minutos de vida por um personagem virtual pode ser uma forma de anular sua indivualidade, negar sua própria existência.
É necessário tomar a pílula vermelha, mesmo que isso cause algum desconforto no início ou ’liberdade’ será apenas um conceito imaginário.
4 Janeiro, 2007 at 10:52 am
1984?
Grande Irmão?
E George Orwell tinha razão. Aceitamos aquilo que vivemos (Show de Truman). Para diminuir estas máscaras que usamos, criamos jogos 3D, simuladores de realidades (como algo real pode ser simulado? Eu não entendo).
Nossa liberdade é condicionada assim como nosso pensamento
11 Janeiro, 2007 at 3:58 pm
Às vezes é difícil para muitos aceitar que a vida é só uma. Não bastam as mentiras, as falácias, as pessoas preferem criar um mundo pra viver a viver no mundo que existe. O jeito é enfiar a pílula vermelha goela abaixo dessas pessoas!
15 Fevereiro, 2007 at 7:19 pm
Espero não bancar o do contra. Mas tenho uma maneira de ver essa situação.
O SECOND LIFE talvez signifique a maneira de ver a vida com o olhar racional (humano), esse mesmo racionalismo que permitiu a construção das sociedades que vimos hoje em dia. Claro que a mudança nem sempre vem como achamos que ela seria, talvez o SECOND LIFE seja aquilo que vislumbramos.
Não podemos esquecer que desde que existimos procuramos entender, aprender e conviver, contudo cada pessoa ainda conserva em seu íntimo suas próprias fantasias e sonhos e como saber se o seu sonho não pode se tornar realidade ?
Todos queremos ser amados, considerados e viver num mundo sem violência e dor.Talvez o SECOND LIFE seja a maneira de viver um mundo sem as limitações físicas, regras absurdas e todos os “esforços” necessários para “conviver”.
Se o indivíduo será mais feliz quando entrar no mundo virtual e se alimentar por tubos até o fim da vida “Matrix” que seja feita a sua vontade….
Ainda sobre MATRIX não podemos esquecer que o SMITH nada mais era que uma “versão” de NEO e o NEO por sua vez ainda era uma “cópia” de sí mesmo usando o corpo do SMITH. Como diria o ORACULO “A equação sempre tenta se equilibrar, talvez o equilibrio seja uma existência no mundo virtual para diminuir a angústia que muitos sentem ao viver no mundo real.