Não tive condições de falar a respeito do triste episódio ocorrido em 05/02/2007, quando o educadíssimo Sr. Gilberto Cassab (PFL) chamou aos berros um cidadão comum de vagabundo enquanto estava inaugurando uma unidade de saúde na região de Pirituba.

Para saber mais, veja etse link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u131350.shtml

Acho que o assunto já foi tratado em vários blogs e outras fontes, mas quero deixar registrada minha indignação pois em qualquer outro lugar, esse ‘prefeito’ seria cassado e teria que responder judicialmente por esse desacato. Quem quer manter a ordem? Quem quer criar desordem?

Brasil, mostra a tua cara. Chega de pagar as contas destes politicos inúteis.

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Nos anos 90, ninguém mais ligava para o rock depois da morte de Kurt Cobain. Com ele, se foi um pouco da rebeldia e o inconformismo tão marcantes neste estilo que muitos insistem em dizer que também já se foi.

O que não se esperava é que, há exatos 10 anos, pudesse ser lançada uma obra tão importante e influente quanto Nevermind.

Radiohead celebra com Ok Computer a técnica sem extravagância, dissonâncias, distorções e melodias misturadas com precisão única e uma certa dose de experimentação em estúdio que conseguem causar um efeito hipnótico. Guitarras construindo uma cortina de sons inigualáveis, uma cozinha impecável e vocais que variam entre a suavidade e o insano.

Influenciado por livros como ‘O guia do mochileiro das galáxias’ de Douglas Adams e ‘1984’ de George Orwell, Thom Yorke escreve letras que refletem o caos urbano, a cultura hi-tech que escraviza e deforma o que é humano, as angústias e conflitos num mundo que gira em torno de um consumo desenfreado em dias pré-11 de setembro. Não se trata de um álbum conceitual, já que cada canção apresenta seu próprio ponto de vista, mas é trabalho coeso, que usa imagens de um mundo futurista para falar sobre questões pessoais e sociopolíticas. Este clima alcançaria seu ápice três anos mais tarde com o lançamento de ‘Kid A’.

Com a produção nas mãos de Nigel Godrich, que já dava seus toques desde o lançamento do álbum anterior The Bends, a banda conseguiu reunir em doze canções a essência de uma época cínica e hipócrita da moderna sociedade, mesclando os mais diferentes elementos sonoros com letras que .

Abrir o álbum com uma música como ‘Airbag’, uma mistura de jazz e efeitos nem um pouco convencionais, é ousadia suficiente para ser reconhecer sua importância num cenário que futilmente buscava o próximo substituto do Nirvana. O contrabaixo de Colin Greenwood e a bateria de Phil Selway dão um peso particular e incomum ao que se espera de uma banda de… rock?

Se Paranoid Android pode ser comparada com alguma outra canção, seria ‘Happiness is a Warm Gun’ do White Album dos Beatles pela alternância de clima. Na introdução, uma inteligência artifical ‘punk’ conta 1-2-3-4 e então entra o clima acústico, e seco. Depois uma fúria de guitarras e vocais raivosos com pitadas de sarcasmo. “O pânico / o vômito / Deus ama suas crianças”, diz a letra ácida que certamente remete àqueles que fazem de tudo para continuar escravizando outros homens em nome de dinheiro e poder. A influência dos Fab Four pode ser ouvida também em Karma Police com trecho de piano lembrando ‘Sexy Sadie’.

O título da canção ‘Subterranean Homesick Alien’ faz referência direta ao clássico Subterranean Homesick Blues de Bob Dylan. Nela, o conjunto de efeitos explorados por Jonny Greenwood e Ed O’Brien transformam simples acordes em verdadeiras viagens.

O clima soturno de ‘Climbing up the walls’ poderia ser trilha numa obra de Quentin Tarantino. A tristeza em No surprises e ‘Exit music (for a film)’ tem como contraste o som crú de ‘Electioneering’. Os vocais mecânicos de ‘Fitter happier’ traduzem muito bem uma sociedade ‘formatada’, ‘ferpeita’ e sem personalidade. As viagens harmônicas de ‘Let down’, ‘Lucky’ e ‘The Tourist’ completam o trabalho e fazem dele não somente uma obra prima: traz de volta a possibilidade de explorar canções com os mais mirabolantes recursos de estúdio sem perder a força quando executadas ao vivo.

Para saber mais, compre, baixe na rede ou roube, seguindo o que está escrito na contra capa do Ziggy Stardust: ouça no volume máximo!

Ter uma vida completamente nova, exercer uma identidade que você sempre idealizou, contar com oportunidades de se aventurar sem riscos de sofrimentos e ganhar dinheiro.

Quer saber como fazer tudo isso? Acesse o site Second Life, faça o download do programa, crie um avatar e comece a sua nova vida. Esta sociedade ‘moderna’, depois do desbunde tecnológico das duas últimas décadas, cada vez mais se entrega às ilusões e seus membros tentam anular suas próprias vidas talvez de uma forma não intncional. Num ambiente como o Second Life, o indivíduo deixa de assumir suas posições reais e de viver suas vida plenamente para se transformar num personagem virtual, num ambiente insípido no qual somente lá será livre e dono de seu nariz.

Experimentar a sensação de uma nova vida, na qual é possível encarar novos desafios depois de quebrar a cara e explorar emoções é resultado de suas ações neste plano físico. Trata-se do eterno retorno tão bem colocado por Nietzsche. O que impede as pessoas de serem elas mesmas no mundo real? Se falta de dinheiro é um destes fatores, isso só mostra o quanto esta sociedade ainda é feita de escravos. Se é medo por causa do que os outros vão falar, vale lembrar que Sócrates, Jesus Cristo, Leonardo da Vinci, Galileu Galilei, Gandhi, Mandela ou Lennon não conseguiram agradar a todos.

Torna-se impossível não fazer conexão desta ‘nova vida virtual’ com o que é mostrado na trilogia Matrix. Substituir as sensações básicas da vida pelo sedutor mundo virtual é um dos exemplos mais cruciais do quanto não estamos preparados para aceitar diferenças e acabar com preconceitos e desigualdades. Trocar os preciosos minutos de vida por um personagem virtual pode ser uma forma de anular sua indivualidade, negar sua própria existência.

É necessário tomar a pílula vermelha, mesmo que isso cause algum desconforto no início ou ‘liberdade’ será apenas um conceito imaginário.

O aparelho de celular, quando nasceu, tinha como objetivo facilitar a vida das pessoas e usado apenas para fazer e receber chamadas. Hoje, ele tem tocador de mp3 com equalizador, câmera fotográfica com dois mega pixels, conexão com a internet e só falta atender suas chamadas, responder seus recados na secretária, os seus ‘torpedos’ e ditar o que você deve ou não deve fazer durante o dia.

Engraçado é como essas bugigangas, ou ‘gadgets’, acabam seduzindo as pessoas, sempre ávidas em possuir o modelo mais atual para ficar na moda e assim fazer parte do seleto clube de pessoas antenadas com o mundo. Além disso, a propaganda ajuda a dar essa impressão de que tal aparelho é capaz de transportar você para os lugares mais divertidos, paradisíacos e sem sair do lugar. É a beleza da inércia substituindo a aventura de sair por aí e ver o mundo com os próprios olhos.

Será que todos que possuem um aparelho tão sofisticado usam estes recursos em sua total capacidade? Certamente algumas pessoas conseguem se valer do uso de toda essa tecnologia, mas isso vale para um número bem reduzido. Às vezes dá saudade do velho walkman, da máquina fotográfica com filme de rolo e do tempo em que não era uma regra possuir um celular. Infelizmente, esta praga cheia de botões e luzes tornou-se um mal necessário, como se não bastassem os números que você decora para agilizar a vida, como número de telefone de casa, do seu celular, da senha do cartão do banco, do celular da namorada, da placa do carro, do celular do melhor amigo…

Cuidado na hora de escolher este produto: a vaidade é um vício. Fora de controle, produz resultados tragicômicos.

As salas de bate papo pela internet é outro ‘avanço’ digno de comentário. Causa um certo desconforto saber que as pessoas não estão abertas a um diálogo e preferem as salas de chat (mais uma palavra estrangeira para sua coleção).

O que esquecemos de questionar é qual seria o verdadeiro valor de todo esse ‘progresso’, pois sendo apenas resultado de desenvolvimento tecnológico, fica evidente que a sociedade permanece fechada para um entendimento real. Se a sociedade estivesse avançando na mesma proporção das quinquilharias que são criadas e consumidas, a discussão sobre a legalização das drogas ou do casamento entre pessoas do mesmo sexo não seria um tabu.

O que é Natal para cada um de vocês?

Para alguns, é a festa pagã na qual o deus sol era celebrado e que devido à intervenção do poder de Roma no sec. I, sob comando de Constantino, tornou-se simbolo da data do nascimento de Jesus Cristo.

Para outros, é tempo para passar com a família e com pessoas que não conversamos muito por causa da rotina acelerada dos dias em que vivemos. Um período onde as reformas internas e externas começam a ser delineadas. Tempo de recomeçar, renascer, assim como o dia e a noite.

Há quem pense no Natal relacionado à febre do consumo, nas compras em grandes lojas e supermercados, lotados de curiosos, turistas e alguns prováveis consumidores. Trata-se também de um dia em que fartura é realidade na mesa de poucos.

Se é tempo de festejar, celebrar a vida com a família e amigos, deveria ser também um dos dias mais esperados do ano. Mas o Natal, seja pagão, cristão ou consumista, está cada vez mais distante da proposta de comunhão entre as pessoas.

O que hoje existe é apenas um verniz sobre os sorrisos, uma máscara sob os olhares, um medo que domina a todos. Medo de perder emprego, dinheiro, posição social. Medo de ser verdadeiro. Medo de se deixar levar pelo amor.

O amor fraterno, aquele que costumávamos sentir quando reunidos entre pessoas queridas e que deveria permear não somente os dias de festividade natalina, tornou-se uma ilusão, um sonho que não vale a pena ser vivido porque custa paciência, carinho, amizade, tolerência. Coisas que o dinheiro não compra e que nenhum cartão de crédito pode realizar. Confunde-se desejo de bem-estar com ganância e o que deveria ser mais compartilhado, vem se tornando cada vez mais raro.

Que neste Natal os sorrisos voltem a ser verdadeiros e que os olhares não tenham mais preconceitos. Que a paz não tenha mais que ser negociada e que venha do fundo do coração de cada um. E que os homens passem a respeitar as suas diferenças, na busca de um caminho feito de entendimento, antes que estes dias fiquem apenas na memória dos documentários da TV e nos arquivos dos jornais.

Um Natal de paz a todos e que o Ano Novo seja vivido de forma plena, com saúde e harmonia.

Adeus amor, nosso sentimento não está errado
A hora está errada
E a hora é um pouco de todos nós

Adeus amor, por ser fraco e covarde
Deixarei seguir a esmo
Esta prisão da alma

Por entre as ruas
Escuras e sujas
Nasce o sol e a saudade
Por onde passo deixo rastro
Como réptil na areia
Não é sangue o que corre na veia – É dor

Adeus amor, quem sabe eu volto
De um jeito que me aceite
Sem mudar o que sempre foi teu

Para Carlos

NUNCA MAIS VOTE NESTES NOMES!!!

O link abaixo é sobre matéria da Folha com o nome dos parlamentares que aprovaram o aumento dos seus salários em 91%, chegando na casa de mais de 20 mil reais enquando o salário mínimo tem previsão de arrombar os cofres públicos caso seja fixado em mixos R$ 375,00.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u87753.shtml

Está na hora de colocar Brasília de cabeça para baixo. É hora de manifestar a desobediência civil, antes que seus filhos permaneçam como escravos deste sistema corrupto.